É ou não é um perrengue? Depende de você! – #10

A tão esperada BR-101

De Itoupava Central (bairro de Blumenau) seguimos a Gaspar, onde fomos recebidos pelo Duda em sua chácara. Duda é amigo do Anderson, que é amigo do Diogo, que nos recebeu em sua casa em Itoupava Central. Foi uma corrente de amigos-de-amigos que nos ajudou muito nesse trecho da viagem. De Gaspar seguimos até Navegantes e depois Penha, onde ficamos em camping. Todas essas cidades no estado de Santa Catarina. De Penha seguimos em direção ao litoral Sul do estado.

Após passarmos pela bela e tranquila rodovia Beto Carreiro (sim, a do parque temático), eis que enfim, chegamos na tão temida e aguardada BR-101. Estávamos apreensivos, pois os relatos que lemos não eram muito animadores em relação a ela. Então, já tínhamos uma ideia do que estava por vir. A mudança de uma estrada para outra foi realmente drástica. Tanto na paisagem, quanto na tranquilidade. Assim que entramos na 101, o fluxo de veículos, principalmente de caminhões (aliás, muito caminhões!), aumentou consideravelmente. Tudo ficou mais rápido, mais barulhento e mais tenso, porque a atenção tem que ser redobrada. Não pode dar bobeira numa hora dessas.

Mas, apesar disso tudo, confesso que achei que seria bem pior. A rodovia está em boas condições, é duplicada, tem um acostamento largo e o asfalto está muito bem cuidado. Além disso, tem vários postos de gasolina pelo caminho para dar uma pausa e tomar água fresca, descansar um pouco e ir ao banheiro. Chegamos em Balneário Camboriú-SC desgastados pela rodovia. Mais pelo fluxo e barulho dos veículos do que por algum perigo que tenhamos passado. A viagem foi tranquila quanto a isso.

Na rodovia, vários motoristas buzinaram para nós. Mas não eram buzinas de hostilidade. Muito pelo contrário, as pessoas acenavam para nós e as buzinas complementavam os gestos de incentivo. Gostamos muito dessa surpresa e conseguimos mesmo sentir o apoio deles. E isso nos motivava a seguir em frente. Por incrível que pareça, ao contrário de nossas expectativas, os motoristas respeitaram bastante nosso espaço e foram bem cordiais.

Mas uma coisa que vem me chamando a atenção é o poder do nosso psicológico. Se ele vai bem, você vai bem, tanto física quanto emocionalmente. Mas, se ele estiver na bad, meu caro, a coisa fica com uma proporção muito maior do que é na verdade. E é isso que pode dar um ruim na viagem.

Na realidade, se você estiver com a cabeça e o coração em ordem, o fluxo de carros e o barulho é só uma questão de característica daquele trajeto, o que também faz parte da viagem. O que influencia muito é se você deixa ou não isso se tornar um perrengue.

Facebooktwittergoogle_plusmail